terça-feira, 25 de julho de 2017

Resumo da obra Escola e democracia – Demerval Saviani

Escola e democracia – Demerval Saviani
As teorias da educação e o problema da marginalidade
Realidade : Alto nível de analfabetismo, crianças fora da escola
• Como explicar o problema da marginalidade –
1) Educação como instrumento de equalização
2) Educação como um instrumento de discriminação social
Teorias não-críticas
• Pedagogia tradicional - Século XIX – Sistema Nacional de educação, educação de qualidade para todos (filhos da burguesia), sociedade baseada no contrato social (ideal burguês), transformar, figura central é o professor, autoritarismo,
Crítica: Os mais pobres não entravam na escola e não conseguiam se inserir na sociedade.
• Pedagogia nova : Escola voltada para as necessidades dos alunos, Escolanovismo (1930), Professor estimulador, marginalizado( o ignorante e o rejeitado), anormais, reformulação para ajudar o jeito na sociedade vigente.
Crítica: A escola nova busca igualizar o sujeito, porém não é crítica.
• Pedagogia tecnicista: Neutralidade científica, racionalização, organização, eficácia e eficiência, professor e aluno exercem papéis secundários, processo educativo é objetivado e operacional, ausência de formação geral
Crítica: forma o aluno para o mercado de trabalho e esquece do social
Teorias crítico-reprodutivistas
• Marginalização – problema social
• Por que a teoria é crítica? Devido a relação escola-social
Teoria – Violência Simbólica – Obra: A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino
• Sociedade: relação de força material
Poder da violência simbólica: Imposição de significados (moda, mídia, consumo, instituições sociais)
• Classes dominantes: exercem o poder material econômico e cultural
• Ação pedagógica / trabalho pedagógico (Imposição pela cultura dominante)
Teoria da escola como aparelho ideológico do estado
• Aparelhos repressivos do estado: Polícia, administração, exercício, tribunais
• Aparelhos ideológicos do estado: Igreja, político, familiar, escolar, sindical
Escola – Assume o papel de reproduzir os valores de mercado capitalista
Teoria da escola dualistas
• Década de 70- França – Escola unitária, porém está dividida em duas: uma escola para a burguesia e uma escola para os pobres
Escola e democracia – A teoria da curvatura da vara
Tema: Abordagem política do funcionamento da escola do segundo grau
Que funções políticas esse ensino empenha?
As três teses
1) Do caráter revolucionário da pedagogia da essência e do caráter reacionário da pedagogia existente
2) Do caráter cientifico do método tradicional e do caráter pseudocientífico dos métodos novos
3) De como, quando mais se falou em democracia no interior da escola, menos democrática foi a escola; e como, quando menos se falou em democracia, mais a escola esteve articulada com a construção de uma ordem democrática
Homem livre- liberdade do sujeito
Grécia antiga: Essência humana era realizada apenas pelos homens livres.
Idade média: Articulação da essência humana com a criação divina
Era moderna: Burguesia enquanto uma classe revolucionária – Filosofia da essência é suporte para ideia de igualdade, contrato social.
Interesse da Burguesia: transformação da sociedade (liberdade)
• Sociedade contratual, liberdade e igualdade
Mudanças de interesse da burguesia XIX
• Conflito entre interesses das massas e os interesses burgueses
• Burguesia no poder sem interesse em qualquer transformação social
• Burguesia contra o movimento histórico
• Propõe-se a pedagogia da existência (Homens são diferentes)
• Legitimar as desigualdades sociais
A falsa crença na escola nova – 2° Tese
• A escola tradicional é pintada pela escola nova como se fosse não científica, dogmática e medieval.
Para Saviani é mentira, acreditando que a escola tradicional é científica. A escola tradicional usa o método indutivo de Herbart (5 passos).
Prepara, apresentação, assimilação, generalização e aplicações.
Escola Nova: Ensino como processo de pesquisa.
• (5 passos) - atividade, problema, levantamento de dados, formulação de hipótese explicativas dos problemas, experimentação
Saviani faz uma crítica a escola nova alegando que ensino não é pesquisa. A escola não trabalha o conteúdo antes da pesquisa, sendo um processo superficial.
Esse método da escola nova é pseudocientífico
Escola Nova não é democrática – experiências restritas aos grupos privilegiado
1930-1932–Manifesto dos pioneiros da educação iniciasse estudos em 1924 e lançada em 1932
Estudos de J. Nagle
• Entusiasmos pela educação
1920 – Presença dos movimentos populares – Escola e educação como participação social
• Otimismo pedagógico
Novo movimento: Fortalecimento do movimento dos pioneiros – Desenvolve o processo técnico-pedagógico, perdendo a participação social.
Escola Nova: Fortalecimento da educação para elite e rebaixamento da educação popular. Educação simplesmente para o mercado de trabalho(dualismo).
Reforma de 1971 – Lei 5692/71 – Tecnicista
• Flexibilidade – Aligeiramento do ensino para as camadas populares
• Terminalidade –
Curvatura da vara –
Para os escolanovista ela está torta para o lado da pedagogia da existência.
A pedagogia nova é cheia de virtudes e a tradicional é cheio de defeitos.
Para Saviani a escola nova possui uma educação pseudocientífica, não garante escola para todos é eletista.
Saviani diz que a pedagogia tradicional também não é totalmente correta, porém ela dá ênfase no conteúdo.
Escola democrática- Para além da curvatura da vara
• Embate ideológico: Não basta renunciar uma concepção “correta”. É necessário romper com essas certezas.
Pedagogia Nova e Pedagogia da existência são equivalentes
Pedagogia nova: concepção humanista moderna, centrada na atividade
• Filosofia pragmática e a Filosofia existencialista
• Pedagogia escolanovista associada a filosofia pragmática
Para além da pedagogia da essência e da existência
• Ausência da perspectiva historicizadora
• Falta-lhes a consciência dos condicionantes históricos sociais da educação
• São idealistas, ingênuas e não-críticas (não percebem que são condicionadas)
• Escola redentora da humanidade
Hoje buscasse um caráter revolucionário da pedagogia (acesso das camadas populares)
• Igualdade formal: Ideário burguês (todos são iguais perante a lei)
• Igualdade real: Acesso ao saber
Pedagogia revolucionária: Pedagogia Crítica – Sabe quer condicionada
• Educação é um elemento determinado
• Relação dialética com a sociedade
• A educação não deixa de ser um instrumento importante para a transformação social
• Situasse além da pedagogia da essência e existência
Para além dos métodos novos e tradicionais
• Método da escola tradicional – caráter científico
• Método da escola novas – caráter pseudo-científico
• Paulo Freire – “ Pedagogia nova, porém popular”
Paulo Freire faz uma crítica da educação bancária.
Pedagogia revolucionária – articulação com os interesses populares, preocupa-se com métodos eficazes, dialogismo, contato do aluno com os saberes universais, respeitar interesses e rituais dos alunos, ordenação e graduação.
Passos do método revolucionário – Histórico-crítica
1° Passo Prática social
• Relação professor e aluno há níveis diferentes de compreensão da realidade
• Compreensão do professor é precária
• Compreensão do aluno é sincrética
2° Passo Problematização
• Detecção de questões que precisam ser resolvidas no âmbito da prática social
• Conhecimentos que o aluno precisa dominar
3° Passo Instrumentalização
• Apropriação de instrumentos teórico-práticos para a solução de problemas
• Ferramentas culturais – luta social e emancipação
4° Passo Catarse - expulsão do que é estranho
• Apresentação expressão elaborada da nova forma de entendimento da prática
• Gramsci - Elaboração superior da estrutura em superestrutura na consciência dos homens
• Elementos culturais – elementos ativos da transformação social
5° Passo Prática social
• Não mais compreendida pelos alunos em termos sincréticos
• Os alunos acendem em nível sintético
• Desigualdade no ponto de partida e igualdade no ponto de chegada
Para além da relação autoritária ou democrática na sala de aula
• Educação histórica-crítica
• Ponto de partida a prática docente não é democrática (O professor e aluno não estão no mesmo patamar)
• Processo educativo – Passagem da desigualdade à igualdade (Democracia-realidade no ponto de chegada)
• Professor – planejamento – ação

Elaborado por Márcio Severo 17/07/2017 

Resumo da obra Avalição da aprendizagem: Cipriano Luckesi

Avalição da aprendizagem: Cipriano Luckesi - Concurso Diretor-SP
PEDAGOGIA DO EXAME ( Herança tradicional Jesuítica e Comeniana )
A escola – Valoriza as provas e exames
Pais – Valorizam exclusivamente a nota devido a promoção dos filhos
Avaliação na pedagogia do exame é instrumento de disciplina e de controle social.
PEDAGOGICAMENTE: Centraliza a atenção nos exames em detrimento a aprendizagem
PSICOLOGICAMENTE: Contribui para desenvolver personalidades submissas
SOCIALMENTE: a avaliação contribui para o processo de seletividade social
Avalição/Exame tem uma característica autoritária (Funciona em prol de uma pedagogia dominante)
Século XVIII – interesses liberais que defende a diferença de classes sociais
A avaliação é um meio para se alcançar algo e não um fim em si mesma
TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
Liberais: Pedagogia tradicional ( exame), Pedagogia Renovada ( sentimento) e pedagogia tecnicista ( formar o trabalhador)
• Adequação aos interesses das classes dominantes. (Liberalismo conservador)
• Perspectiva classificatória da avaliação
• Instrumento estático e freiador
Críticas: Pedagogia Libertária ( anarquista), Pedagogia Libertadora ( Oprimido/emancipação) e Pedagogia Crítico Social dos Conteúdos ( Paulo Freire)
• Crítica a realidade social ( Transformar a realidade)
• Perspectiva diagnóstica da Avalição
• Momento dialético (Crescimento da autonomia)
• Nota ruim  Intervenção do professor  rendimento favorável
• Conselho que analisa o aluno em forma global tirando a posição autoritária do professor
• Avaliação no contexto de uma pedagogia para humanização
• A avaliação deve ser utilizada como instrumento dialético e diagnóstico
A avaliação requer-se uma avaliação planejada pois o professor deve construir um ambiente favorável ( o que eu quero que meu aluno aprenda)
• Articulação entre o que se ensina e aquilo que se avalia
• Definição/Previsão de metas para a aprendizagem do aluno
Análise do Erro
• Como fonte de castigo Nota baixa (aluno que não sabe) – Classificatória
O aluno é julgado e punindo, ficando traumatizado.
Padronização do que é correto
• Como fonte de virtude  identificar os alunos que precisam de ajuda, identificar que o planejamento não foi eficaz e reorganizar o planejamento, adequando-o a realidade do aluno
Ideias que estão presente na obra
Por uma prática docente crítica e construtiva
A prática docente deve seguir um princípio político social.
O foco está na aprendizagem do aluno (Desenvolvimento e aprendizagem)
O princípio político social o fracasso do aluno é responsabilidade do professor/gestor e sistema de ensino.)
Para Luckesi essa preocupação não existe, pois há um alto nível de reprovação e evasão.
Esse princípio envolve uma grande preocupação com o aluno
Democratização de ensino: envolve 3 elementos
• Universalização: Escola para todos – Matricula obrigatória
• Permanência: O aluno deve ir à escola
• Educação de Qualidade: focada no desenvolvimento integral do aluno
Para isso envolve professor e currículo: Quem ensina e por que ensina?
Professor e currículo (conteúdos) são mediadores.
“O professor passa o conteúdo utilizando a apostila/livro/recursos. ” (Professor e conteúdo são mediadores)
A prática docente deve ser crítica e social no processo ensino aprendizagem.
A visão do mundo também é assimilada pelos educandos se refere a forma como Piaget nos orientou sobre o processo de aprendizagem dos alunos * Assimilação, Acomodação e adaptação)
Livros didáticos e lições contêm valores que são assimilados junto com o conteúdo
• A aprendizagem de qualidade depende da intencionalidade.
Estou decidido a fazer o aluno aprender  A intencionalidade deve estar também no aluno.
FORMAS DE APRENDIZAGEM
• Espontânea e Informal: Fragmentado, senso comum e acrítico
• Sistemática, intencional e formal: conhecimento elaborado, fundamentado e crítico
Não se deve distância o aluno do senso comum.
Deve-se respeitar o ritmo de cada aluno
Ensinar significa criar condições para uma aprendizagem sistemática
Não basta conhecer os conteúdos, o aluno deve aprender a pensar com esses conteúdos.
RECURSOS METODOLÓGICOS PARA APRENDIZAGEM
• Expositivo: busca a assimilação do objeto pelo educando.
• Reprodutivo: reprodução do conhecimento várias vezes para que se torne uma habilidade. (Treino/ repetição). O conhecimento adquirido precisa ser transferido para soluções novas.
• Solução de problemas determinados: resolução de problemas diversos oferecidos pelo professor
• Solução de problemas novos: Autonomia do aluno, aplicação de habilidades de forma inventiva e inovadora
TAREFAS DA PRÁTICA DOCENTE
• Planejar: ato decisório (político, científico e técnico), define os resultados
 PPP(projeto Político Pedagógico) – “Metas e objetivo pedagógico ”
 Projeto Curricular Institucional – “Como atingir as metas”
 Planejamento da aula – “Estratégias, sequência didática, projetos...”
• Executar: Colocar em prática, levar o aluno a aprender/assimilar o conteúdo. Busca os resultados
• Avaliar: Verifica se os objetivos foram alcançados
Avalição é um instrumento auxiliar da prática docente
Avaliar não é examinar. Ela deve ser diagnóstica, analisando o desenvolvimento do aluno.
Avaliação tem objetivo de inclusão e não exclusão.
Avalição como ato amoroso: Acolhedora, inclusiva e integradora.
• Diagnosticar para incluir
Funções da avaliação: Diagnosticar, autorreflexão, auto avaliação (Para o educador e educando), motivar, aprofundamento da aprendizagem e auxiliar a aprendizagem.
Fracasso escolar (Crítica se inicia no resultado do ENEM em 2007)
Luckesi faz uma crítica pela falta desses 3 fatores:
• Recursos financeiros: (A educação recebe poucos recursos financeiros)
• Condições para aprendizagem: recursos, materiais, apoio, condução para alunos...
• Investimento na gestão administrativa e pedagógica.
Não dá para acreditar que apenas os recursos financeiros resolvam o problema da educação.
Papel do professor  ele não é o grande culpado no fracasso do aluno, mas ele pode ter um papel fundamental no desempenho positivo do aluno.
O trabalho pedagógico em sala de aula pode suprir toda a carência de recursos.
Gestão democrática  Todos assumem a responsabilidade de forma ética dentro da escola e fora dela.
Pais: Devem participar mais da escola e orientar devidamente os filhos.

Elaborado por Márcio Severo - 30/05/2017

Questões de concurso relacionadas a obra MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: E.P.U., 1992.

1) O trecho abaixo indica amplos desafios para a prática docente. Um curso de professores deveria possibilitar confronto entre abordagens, quaisquer que fossem elas, entre seus pressupostos e implicações, limites, pontos de contraste e convergência. Ao mesmo tempo, deveria possibilitar ao futuro professor a análise do próprio fazer pedagógico, de suas implicações, pressupostos e determinantes, no sentido de que ele se conscientizasse de sua ação, para que pudesse, além de interpretá-la e contextualizá-la, superá-la constantemente. MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: EPU, 1986. p. 109. Sobre as diferentes abordagens pedagógicas, aquela que considera a relação professor-aluno como não imposta, que permite que o educador se torne educando e a aprendizagem seja favorecida pela mediação é a
(A) tradicional
(B) humanista
(C) comportamentalista
(D) ambientalista
(E) sócio-histórico-cultural


2) (BHTRANS) São características da abordagem sociocultural segundo Mizukami (1986), EXCETO:
a) A educação é fator de suma importância na passagem das formas mais primitivas de consciência para a consciência crítica.
b) Sendo o homem sujeito de sua própria educação, toda ação educativa deverá promover o próprio indivíduo e não ser instrumento de ajuste deste à sociedade.
c) A elaboração e o desenvolvimento do conhecimento estão ligados ao processo de conscientização resultado das ações do meio sobre o sujeito.
d) A avaliação do processo consiste na auto-avaliação e/ou avaliação mútua e permanente da prática educativa por professor e alunos.

3) (BHTRANS) Em relação às abordagens apresentadas por Mizukami (1986), é INCORRETO afirmar que,
a)tanto na abordagem tradicional, quanto na abordagem comportamentalista, a relação professor-aluno é vertical, cabendo ao professor o papel decisório.
b)tanto na abordagem cognitivista, quanto na abordagem humanista, o professor tem um papel não diretivo, aquele que apenas cria condições para que os alunos aprendam.
c)tanto na abordagem cognitivista, quanto na abordagem sociocultural, a ênfase está na relação do sujeito com o meio em que está inserido.
d)nas abordagens cognitivista, humanista e sociocultural, o aluno tem um papel mais ativo como sujeito da aprendizagem.

4) Mizukami (1997) apresenta cinco concepções a respeito do ensinar e aprender. Marque a alternativa que apresenta característica da concepção sócio-cultural:


·         A.educador e educando são sujeitos de um processo em que crescem juntos, como meio de superação das contradições sociais.
·         B.o ensino dos fatos é substituído pelo ensino de relação, pela proposição de problemas.
·         C.o ensino é centrado na pessoa; a atitude básica do professor é a de confiança e respeito ao aluno.
·         D.os alunos recebem uma variedade e quantidade de noções, conceitos e informações.
·         E.os elementos a serem considerados no processo de ensino são: aluno, objetivo e um plano para alcançar o objetivo proposto.


5) Em cada uma das abordagens apresentadas por Mizukami (1986),a avaliação da aprendizagem apresenta diferentes características.

a) que a abordagem humanista nega qualquer padronização de estratégias e procedimentos avaliativos, provas, exames e notas, defendendo a autoavaliação
b) que, na abordagem tradicional, a avaliação visa à exatidão da reprodução do conteúdo comunicado em sala de aula por meio de provas, exames, chamadas orais.
c) que, na abordagem cognitivista, se busca verificar se o aluno já adquiriu noções, realizou operações, relações etc. por meio de produções livres e expressões próprias.
d) que, na abordagem comportamentalista, a avaliação ocorre apenas ao final do processo, com o intuito de saber se os comportamentos desejados foram atingidos.


6) (UFG) O discurso sobre a importância de repensar a formação inicial e continuada de professores, com base nas práticas pedagógicas desenvolvidas nas escolas é recorrente nos dias atuais. Segundo Mizukami e Herneck (2002, p.319), os professores “são pessoas que aprendem e a formação profissional deveria explorar os modos como aprendem novas formas de pensar o ensino...”
Nessa perspectiva, são elementos importantes da formação continuada:
(A) a aprendizagem por observação e repetição, as orientações dos organismos internacionais e os índices de avaliação em larga escala.
(B) a polivalência, a multifuncionalidade, a flexibilidade, o empreendedorismo e o ajuste às demandas do mundo do trabalho.
(C) a prescrição de funções e tarefas, a divisão técnica do trabalho e a comunicação linear baseada em normas e regras.
(D) a experiência pessoal e profissional, a cultura escolar, a teoria, as comunidades de aprendizagem e os processos colaborativos.



7) (BHTRANS) Em sua obra, Mizukami (1986) nos apresenta [...] “diferentes linhas pedagógicas ou tendências no ensino brasileiro, aqui denominadas abordagens, que poderiam estar fornecendo diretrizes à ação docente, mesmo considerando-se que a elaboração que cada professor faz delas é individual e intransferível” (MIZUKAMI, 1986, p. 4).
Numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I associando as abordagens às concepções de ensino e aprendizagem correspondentes.
Coluna I
Abordagem
1 Abordagem tradicional
2 Abordagem Comportamentalista
3 Abordagem Humanista
4 Abordagem Cognitivista
5 Abordagem Sociocultural

Coluna II
Concepções do ensino aprendizagem
( )Aprender implica assimilar o objeto a esquemas mentais.
( )Educador e educando são sujeitos de um processo dialógico
( ) O ensino corresponde ao arranjo de contingências e reforços.
( ) Os alunos são ensinados pelo professor.
( ) Ensinar é guiar a pessoa à sua própria experiência.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
A) 1 3 2 4 5.
B) 2 3 4 1 5.
C) 4 5 2 1 3.
D) 3 5 2 4 1.


Gabarito:
1 E - 2 C - 3 B - 4 A - 5 D - 6 D - 7 C





Resumo da obra MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: E.P.U., 1992.

 Ensino: abordagens do processo (Mizukami)

Palavras-chave: Avaliação; Tendências pedagógicas; Ensino; Aprendizagem.
Trazem diferentes concepções do mundo, de homem, educação, cultura, sociedade.
A prática educativa é sempre orientada por um referencial teórico.
A Mizukami não trata o ESCOLANOVISMO como abordagem, para ela é apenas um acervo de aspecto didático.
ABORDAGEM TRADICIONAL: Homem sujeito acabado, nasce pronto, o aluno é um adulto em miniatura, o aluno é um mero receptor passivo de informações. A escola trabalha com transmissão e assimilação de conteúdo.
Objetivos educacionais: adaptação à sociedade, intelectualismo, enciclopedismo, valorização do diploma, trabalho individualista.
Conhecimento: Acúmulo de conhecimento, memorização. Paulo Freire chama de educação Bancária.
O ensino está preocupado com o resultado do aluno e não com o processo de construção do conhecimento.
Ênfase nos conteúdos conceituais – Memorização
Avaliação: Valoriza a nota, a classificação do aluno, repúdio ao erro, reprodução fiel do conteúdo ensinado.
Processo educacional: Instrução, transmitir conteúdos logicamente selecionados.
Relação professor-aluno: Relação verticalizada, poder decisório e regulatório do professor, aulas expositivas.
Principais representantes: Dürkheim, Chartier, snyders.

ABORDAGEM COMPORTAMENTALISTA – Behavorista: Nova descoberta do indivíduo, resultado direto da experiência com a realidade externa. “Empirismo”
Homem é visto como um produto de um processo evolutivo. O homem é produto do meio.
O comportamento humano pode ser manipulado por fatores externos. “Mundo já construído”
Aprendizagem: Cópia da realidade
·         Base – Skinner -> São as experiências que determinam o comportamento do ser humano.
·         É possível modificar o comportamento humano a partir da modificação das condições sociais ambientais.
Cultura: usos e costumes dominantes. Comportamentos que se mantem através dos tempos.
Educação é transmitir a cultura já existente.
Conhecimento é adquirido com a experiência.
Professor: Planeja a prática educativa para maximizar o desempenho do aluno.
Supervalorização do acerto
Principais representantes: Skinner, Popham, Gerlach e Briggs, Glaser, Papay, Madsen

ABORDAGEM HUMANISTA: Sujeito é o principal elaborador do conhecimento humano.
O professor não é transmissor de conteúdo. O professor é um facilitador da aprendizagem.
Conteúdo: Vem das próprias experiências dos alunos
Influência do Carl Rogers: Escola renovada não-diretiva. Valoriza a preocupação psicológica e emocional do indivíduo.
O professor não transmite conteúdos, não ensina nos moldes tradicionais, apenas cria condições para que os alunos aprendam, especialmente através das próprias experiências dos alunos, sendo um facilitador da aprendizagem.
O homem não é um ser pronto.
Objetivo: Uso pleno de suas potencialidades e capacidades.
Educação voltada para autodescoberta
Método: Desenvolvimento do sujeito – Princípio da não interferência
Professor: Qualidades – Congruência, empatia, Respeito
Características: Clima favorável e liberdade para aprender.
Avaliação: auto-avaliação dos alunos.
Principais representantes: Carl Rogers, Alexander Neil, Erich Fromm.

ABORDAGEM COGNITIVISTA:
Conhecimento: é o produto da interação entre sujeito e objeto.
Piaget: Investiga o sujeito e a sua relação com símbolos, signos, regras, objetos, etc.
Evolução: Relação entre desenvolvimento e aprendizagem, formação de novas estruturas.
Estágios de desenvolvimento: sensório-motor, pré-operatória, operatório-concreto e formal.
Papel do professor: desequilibrar o aluno respeitando o seu nível de desenvolvimento. Oferecer desafios para fazer o aluno pensar, construção de esquemas mentais.

Aluno:
·         Observa: atua concretamente com o objeto,
·         Uso da linguagem: Pensar abstratamente
O cognitivismo estuda cientificamente a aprendizagem
Desenvolvimento: Máximo de operacionalidade de suas atividades. (Motora, mental e física)
Principais representantes: Jean Piaget, Jerome Bruner, Henry Wallon

ABORDAGEM SÓCIO-CULTURAL: Ênfase nos aspectos políticos, sociais e culturas
Educação também é um ato político
Base: Paulo Freire e Vigotksy, Marx
·         Materialismo histórico-dialético
·         Abordagem histórico-cultural
·         O homem é sujeito histórico e inacabado – Inserido em um contato histórico e cultural
A educação deve ser precedida da reflexão. (Capitalismo – desigualdades)
Prática pedagógica: processo de conscientização
Relação professor X Aluno: Horizontal (diálogo). Professor e aluno aprendem
Emancipação do aluno: criticidade e transformação da realidade
Abordagens e o professor: Cognitivista (Construtivismo) e sociocultural
Principais representantes: Vigotsky, Paulo Freire, Álvaro Vieira Pinto, Marx 
Resumo elabora por Márcio Severo cajati - 25/07/2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Questionários sobre a obra de MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 21. ed. rev.e atual. Campinas: Papirus, 2013. Exercícios de concurso relacionado com a obra

1) Segundo Behrens (In.: MORAN, J. M. Novas Tecnologias e mediação pedagógica, 2000), os professores e alunos podem beneficiar-se da tecnologia da informação para favorecer os processos tanto de ensino quanto de aprendizagem, pois estão disponíveis no mercado diversos tipos de programas aplicados à educação, dentre eles, os programas tutoriais, que são
Parte superior do formulário
·         a) voltados para funções específicas, como planilhas eletrônicas, processadores de textos e gerenciadores de bancos de dados.
·         b) idealizados para escrever, ajustar, transferir, copiar, recortar, modificar, compor, decompor, gravar e imprimir todos os tipos de textos.
·         c) compostos por blocos de informações, pedagogicamente organizados, como se fossem um livro animado, um vídeo ou um professor eletrônico.
     d) elaborados para possibilitar ao usuário a interação com situações complexas e de risco, pois possibilitam a apresentação de fenômenos e experiências

2) O professor que possui uma visão pedagógica inovadora pressupõe a participação dos alunos no processo educativo e pode utilizar as ferramentas da WEB para promover a interação presencial-virtual na produção do conhecimento. Dentre as redes sociais na WEB, que hoje são parte da vida da maioria dos alunos, destacam-se Orkut, MySpace, Facebook, que se configuram como
(A) caminhos para suprimir a falha da educação em promover interações, cooperação e colaboração com os pares, independente da cultura escolar.
(B) estratégias para resolver o problema do tempo reduzido dos encontros escolares presenciais, possibilitando que todos os alunos de uma turma expressem suas opiniões e verbalizem suas dúvidas, as quais serão discutidas e respondidas por todos os professores.
(C) mecanismos para reverter o fracasso do atual modelo de escola denunciado pelas avaliações oficiais, modificando as concepções pedagógicas dos professores que aderirem ao uso das ferramentas virtuais.
(D) espaços para a comunicação, para o relacionamento, para o diálogo, para a troca de informações, socialização de ideias, produções individuais e coletivas

3) Segundo José Morán, a educação por meio da internet caracteriza-se por ser aberta, por definir um novo paradigma que busca educar para saber compreender, sentir, comunicar-se e agir melhor, integrando a comunicação pessoal, a comunitária e a tecnológica. Implica, ainda, em:
Parte superior do formulário
·         a) pouco controle por parte do professor, indisciplina, desrespeito e acesso a sites inadequados e utilização de celulares.
·         b) falta de concentração, escrita resumida e com erros de ortografia, imagens excessivas e informação em tempo real.
·         c) aprendizagem cooperativa, pesquisa em grupo, troca de mensagens e visitas a sites com propostas educativas.
·         d) possibilidade de aprendizagem de outras línguas, pesquisas imediatas, referências superficiais e, às vezes, equivocadas.
·         e) comunicação com pessoas de outros países, colaboração em trabalhos acadêmicos, cursos à distância e utilização de fones.

4) Segundo Moran, há uma expectativa de que as novas tecnologias trarão as soluções rápidas que buscamos para mudar a educação. Porém, existem pontos críticos que devem ser considerados com o mesmo cuidado e preocupação que o da democratização das tecnologias na escola. Assinale a alternativa que NÃO representa um desses pontos críticos:
a) A construção do conhecimento na sociedade da informação.
b) A compreensão da mediação pedagógica como categoria presente tanto no uso das próprias técnicas como no processo de avaliação e, principalmente, no desempenho do papel do professor.
c) A formação permanente do profissional professor.
d) A utilização das novas tecnologias visando à aprendizagem de nossos alunos e não apenas servindo para transmitir informações.
 e) As novas concepções do processo de aprendizagem individualizado.


5) Moran, no livro: As Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica nos fala do papel do professor e de alguns princípios metodológicos norteadores. Diga qual das alternativas abaixo está INCORRETA:
a) As ações do professor devem ser previsíveis para não gerar ansiedade nos alunos.
b) O professor é um pesquisador em serviço. Aprende com a prática e a pesquisa e ensina a partir do que aprende.
c) O professor deve integrar tecnologias, metodologias e atividades.
d) O professor deve experimentar as mesmas atividades em diversas mídias.
e) O professor deve diversificar, mudar, adaptar-se continuamente a cada grupo, a cada aluno quando necessário.

6) Segundo José Manuel Moran, “Muitas formas de ensinar hoje não se justificam mais. Perdemos tempo demais, aprendemos muito pouco, desmotivamo-nos continuamente. Tanto professores como alunos temos a clara sensação de que muitas aulas convencionais estão ultrapassadas." Para tornar o processo ensino-aprendizagem mais dinâmico e inovador, o autor destaca como deve ser a escola e seus personagens. Assim, na concepção de Moran, o ensino de qualidade envolve muitas variáveis, exceto:
A)
Uma organização inovadora, aberta, dinâmica, com um projeto pedagógico coerente, aberto, participativo; com infraestrutura adequada, atualizada, confortável; tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas.
B)
Uma organização que congregue docentes bem preparados intelectual, emocional, comunicacional e eticamente; motivados e com boas condições profissionais, e onde se desencoraje uma relação efetiva com os alunos. O professor não deve conhecer seus alunos, mas apenas acompanhá-los em seu caminho de aprendizagem, guiando todos, igualmente, rumo ao mesmo conhecimento.
C)
Uma organização que tenha alunos motivados, preparados intelectual e emocionalmente, com capacidade de gerenciamento pessoal e grupal.
D)
Uma organização que equilibre o planejamento institucional e o pessoal nas organizações educacionais, integre um planejamento flexível com criatividade sinérgica, permita um equilíbrio entre a flexibilidade e o planejamento.
E)
Uma organização que valorize a flexibilidade espaçotemporal, pessoal e de grupo, que ofereça menos conteúdos fixos e processos mais abertos de pesquisa e de comunicação.

7) Vivemos em um mundo alucinado de grandes velocidades e acelerações, com muitas turbulências, trazendo para a cena uma perspectiva não linear de pensamento. Um dos elementos marcantes dessa velocidade são as tecnologias de informação e de comunicação (TIC), que passam a fazer parte dos processos educativos. Compreendidas como elementos de cultura e não apenas como aparato tecnológico, as TIC possibilitam
(A) os mecanismos de transmissão de informações com vistas à retenção e reprodução por parte do estudante usuário.
(B) a simplificação da informação associada aos mecanismos lineares de memorização, configurando a senha que garante uma melhor aprendizagem.
(C) os treinamentos para o mercado, desenvolvendo habilidades inerentes ao uso de programas e planilhas específicas.
(D) a intensa criação e colaboração, por meio da constituição de comunidades virtuais de aprendizagem, articulando toda a rede com escolas, professores e alunos.

1 C -  2 D  - 3 C - 4 E - 5 A - 6 B - 7 D 

Resumo da obra Novas tecnologias e mediação pedagógica Referência: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 21. ed. rev. e atual. Campinas: Papirus, 2013

Novas tecnologias e mediação pedagógica
Referência: 
MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 21. ed. rev. e atual. Campinas: Papirus, 2013

Realidade: Nova sociedade – Novas tecnologias – Novo aluno
·         Celulares, notebooks, celulares, software (TIC’s)
·         Novo contexto social
A aprendizagem de fato somente é possível se a relação tecnologia e pedagogia estejam bem alinhadas.
ENSINAR é DIFERENTE DE EDUCAÇÃO
Ensino de qualidade é diferente de educação de qualidade
Educar – transformar a vida em processos permanente de aprendizagem
Integração de ensino e a vida. Ensinar a ética – Ação e Reflexão – Aprender a aprender
Mudanças devem partir do professor – Curiosidade, desafia e estimula os alunos, relação dialógica, flexibilidade, humildade
Mudança da postura do aluno: Querer aprender e participar
Sociedade da informação:
·         Conhecer: significa compreender todas as dimensões da realidade, captar e saber expressar essa totalidade de forma cada vez mais ampla e integral.
·         Necessidade: desenvolvimento de habilidades de raciocínio.
Como a informação é apresentada em 3 formas
1)      Processamento lógico-sequencial: expressa-se na linguagem escrita e falada. Sentido se constrói aos poucos e cada sequência
2)      Processamento hipertextual: Comunicação “linkada” que relata situações que se intercalam. (Click aqui)
3)      Processamento multimídico: É a junção de pedaços de textos de várias linguagens superpostas. (texto, imagem, vídeo)
Objetivo: Aprendizagem significativa – integra o racional, emocional, sensorial, pessoal e social
·         Compreendo o conteúdo a partir das minhas bases intelectuais.
Aprendizagem ocorre pelo interesse e pela necessidade
Conhecimento é adquirido a partir da interação e interiorização.
·         Interação – contato direto com a informação
·         Interiorização – Síntese pessoal – processo de reflexão – reelaboração do objeto que captamos pela interação

Generalização: Passagem da experiência particular para a geral. (Ausência de reflexão)
·         Problema de padronização e mecanização do pensamento, fácil manipulação.
Modificação da forma de ensinar – Projeto inovador de educação
·         Maior organização do processo de ensino – Planejar
·         Menos conteúdos fixos – Conteúdos Gerais
·         Flexibilidade
·         Pesquisa
Professor é o mediador, orientador, intelectual, emocional, gerencial, comunicacional, ético.
Intelectual – Pesquisador – Oferece a mediação entre o conteúdo e o aluno
Integração das tecnologias deve ser realizada de forma planejada e inovadora.
·         Metodologia e criatividade – Qual recurso usar em determinado contexto?
·         A integração trata-se de uma necessidade da escola para atender melhor o seu aluno desde criança
TIC’s – Opera imediatamente com o sensível, opera com concreto, utilização de imagens dinâmicas.
Tendência: Busca constante pelo acúmulo de informação e pelo que é essencial apenas.
TV/Vídeo na educação :
Sugestão: Vídeos mais simples para os mais elaborados, vídeos como sensibilização, vídeos como simulação, vídeo como conteúdo de ensino, vídeo trabalho como expressão.
Dinâmicas com vídeo:
·         Vídeo/espelho, análise globalizante, vídeo dramatização, registros, entrevistas
Computador e Internet – Ampliação da capacidade de pesquisa
Exemplos de atividades criativas: Página pessoal, blog, email, youtube, facebook, fórum, chats,
·         Infraestrutura
·         Competência
Não confundir informação com conhecimento. A pesquisa não pode se dispersar.
A tecnologia auxilia na comunicação

MEDIAÇÃO PEDAGOGIA E O USO DAS TECNOLOGIAS
·         Formação do professor
·         Exposição de conteúdos
·         As tecnologias são utilizadas, mas pouco valorizada
Mediação: Facilitação – Professor – Tecnologia – Prática
A tecnologia não deve ser trabalhada de forma isolada
O uso das tecnologias precisa ser eficiente e se adequar os objetivos da atividade de Ensino Aprendizagem.
Tecnologia – Avaliação – Mediação
Avaliação deve ser utilizada como elemento motivador da aprendizagem
Avaliar não se resume em aplicar provas e trabalhos
Avaliação não se deve limitar a indicação de erros e de acertos (avaliação classificatória)
Avaliação deve oportunizar a continuidade e a revisão
Avaliação vai oportunizar o feedback

O professor mediador
·         Favorecer o diálogo
·         Corresponsabilidade do aluno
·         Cooperativismo
·         Diversidade
·         Oportunidade para o debate
·         Contato consciente entre aluno e tecnologia
·         Oferece apoio

"O educador autêntico é humilde e confiante. Mostra o que sabe e, ao mesmo tempo está atento ao que não sabe, ao novo. Mostra para o aluno a complexidade do aprender, a sua ignorância, suas dificuldades. Ensina, aprendendo a relativizar, a valorizar a diferença, a aceitar o provisório. Aprender é passar da incerteza a uma certeza provisória que dá lugar a novas descobertas e a novas sínteses..."
                                                                                                          José Manuel Moran


Resumo elaborado por Márcio Severo, Cajati – sp 24/07/2017

domingo, 3 de junho de 2012

Uma viagem à Lua

Dobre ao meio uma folha de papel A4. Depois dobre novamente, e siga dobrando ao meio enquanto puder. Vai ficando um retângulo cada vez menor, mas de espessura cada vez maior. Com isso, em certo momento será difícil fazer a próxima dobra. A sétima dobra já é praticamente impossível. Mas imagine que você tivesse uma folha que pudesse ser dobrada sem dificuldades quantas vezes você desejasse. E se quiséssemos que esta folha dobrada alcançasse a Lua? Quantas dobras seriam necessárias para que a espessura final fosse maior que os quase 400 mil km que separam a Terra da Lua? Um milhão? Não. Bastaria dobrar 42 vezes. E com 43 dobras você teria a ida e a volta da Lua. Não acredita? Em calculadora, insira 0,1 e vá multiplicando por 2 quarenta e duas vezes. Lembre-se de converter de mm para km. Com a matemática e uma boa dose de imaginação, uma folha de papel pode levá-lo até a Lua!


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Curiosidades matemáticas


Você conhece o número mágico?1089 é conhecido como o número mágico. Veja porque:
Escolha qualquer número de três algarismos distintos: por exemplo, 875.Agora escreva este número de trás para frente e subtraia o menor do maior:875 - 578 = 297
Agora inverta também esse resultado e faça a soma:297 + 792 = 1089 (o número mágico)
Curiosidade com números de três algarismos
Escolha um numero de três algarismos:Ex: 234Repita este numero na frente do mesmo:234234Agora divida por 13:234234 / 13 = 18018Agora divida o resultado por 11:18018 / 11 = 1638Divida novamente o resultado, só que agora por 7:1638 / 7 = 234O resultado é igual ao numero de três algarismos que você havia escolhido: 234.
O que é um número capicua?
Um número é capicua quando lido da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda representa sempre o mesmo valor, como por exemplo 77, 434, 6446, 82328. Para obter um número capicua a partir de outro, inverte-se a ordem dos algarismos e soma-se com o número dado, um número de vezes até que se encontre um número capicua, como por exemplo:Partindo do número 84: 84+48=132;132+231=363, que é um número capicua.
O que são números ascendentes?Um número natural é chamado de ascendente se cada um dos seus algarismos é estritamente maior do que qualquer um dos algarismos colocados à sua esquerda. Por exemplo, o número 3589.
Quanto vale um centilhão?
O maior número aceito no sistema de potências sucessivas de dez, é o centilhão, registrado pela primeira vez em 1852. Representa a centésima potência de um milhão, ou o número 1 seguido de 600 zeros (embora apenas utilizado na Grã-Bretanha e na Alemanha).
Data histórica: 20/02 de 2002Quarta-feira, dia 20 de fevereiro de 2002 foi uma data histórica. Durante um minuto, houve uma conjunção de números que somente ocorre duas vezes por milênio.Essa conjugação ocorreu exatamente às 20 horas e 02 minutos de 20 de fevereiro do ano 2002, ou seja, 20:02 20/02 2002.É uma simetria que na matemática é chamada de capicua (algarismos que dão o mesmo número quando lidos da esquerda para a direita, ou vice-versa). A raridade deve-se ao fato de que os três conjuntos de quatro algarismos são iguais (2002) e simétricos em si (20:02, 20/02 e 2002).A última ocasião em que isso ocorreu foi às 11h11 de 11 de novembro do ano 1111, formando a data 11h11 11/11/1111. A próxima vez será somente às 21h12 de 21 de dezembro de 2112 (21h12 21/12/2112). Provavelmente não estaremos aqui para presenciar.
Depois, nunca mais haverá outra capicua. Em 30 de março de 3003 não ocorrerá essa coincidência matemática, já que não existe a hora 30.
Quadrados de números inteiros
O quadrado de um numero é um dos inteiros da série 1, 4, 9, 16, 25, etc. Não se torna difícil verificar a relação entre os membros consecutivos desta série. Verificamos que se somarmos o quadrado de x , mais duas vezes x mais 1 , o próximo quadrado sucessivo é obtido.
Por exemplo , 52 + 2.5 + 1 = 25+10+ 1 = 36 = 62
Se soubermos o valor de um determinado número ao quadrado, o próximo numero é facilmente obtido.Exemplo: Sabendo que o quadrado de 18 é 324 , temos:
192 = 182 + 2.18 + 1 = 324+36+ 1 = 361
A razão para tal fato verifica-se pela relação algébrica:
(a + b)2 = a2 + 2ab + b2
19 = (18 + 1) = 182 + 2.18.1 + 12 = 361
Quadrados perfeitos e suas raízesOs pares de quadrados perfeitos:
144 e 441, 169 e 961, 14884 e 48841
e suas respectivas raízes:
12 e 21, 13 e 31, 122 e 221, são formados pelos mesmos algarismos, porém escritos em ordem inversa.
O matemático Thébault investigou os pares que têm esta curiosa propiedade. Encontrou, por exemplo, a seguinte dupla:
11132 = 1.238.769 e 31112 = 9.678.321
O que representa o número Pi?
O número PI representa o valor da razão entre a circunferência de qualquer círculo e seu diâmetro. É a mais antiga constante matemática que se conhece. É um número irracional, com infinitas casas decimais e não periódico.
O que são números amigáveis?
Números amigáveis são pares de números onde um deles é a soma dos divisores do outro.Como exemplo, os divisores de 220 são: 1, 2, 4, 5, 10, 11, 20, 22, 44, 55 e 110 cuja soma é 284. Por outro lado, os divisores de 284 são: 1, 2, 4, 71 e 142 e a soma deles é 220. Fermat descobriu também o par 17.296 e 18.416. Descartes descobriu o par 9.363.584 e 9.437.056.
Você sabe quantas casas decimais do número Pi são conhecidas?
São conhecidas 51539600000 casas decimais de Pi, calculadas por Y. Kamada e D. Takahashi, da Universidade de Tokio em 1997. Em 21/8/1998 foi calculada pelo projeto Pihex a 5000000000000a. casa binária de Pi.
Você conhece o número mágico?1089 é conhecido como o número mágico. Veja porque:
Escolha qualquer número de três algarismos distintos: por exemplo, 875.Agora escreva este número de trás para frente e subtraia o menor do maior:875 - 578 = 297
Agora inverta também esse resultado e faça a soma:297 + 792 = 1089 (o número mágico)
Curiosidade com números de três algarismos
Escolha um numero de três algarismos:Ex: 234Repita este numero na frente do mesmo:234234Agora divida por 13:234234 / 13 = 18018Agora divida o resultado por 11:18018 / 11 = 1638Divida novamente o resultado, só que agora por 7:1638 / 7 = 234O resultado é igual ao numero de três algarismos que você havia escolhido: 234.
O que é um número capicua?
Um número é capicua quando lido da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda representa sempre o mesmo valor, como por exemplo 77, 434, 6446, 82328. Para obter um número capicua a partir de outro, inverte-se a ordem dos algarismos e soma-se com o número dado, um número de vezes até que se encontre um número capicua, como por exemplo:Partindo do número 84: 84+48=132;132+231=363, que é um número capicua.
O que são números ascendentes?Um número natural é chamado de ascendente se cada um dos seus algarismos é estritamente maior do que qualquer um dos algarismos colocados à sua esquerda. Por exemplo, o número 3589.
Quanto vale um centilhão?
O maior número aceito no sistema de potências sucessivas de dez, é o centilhão, registrado pela primeira vez em 1852. Representa a centésima potência de um milhão, ou o número 1 seguido de 600 zeros (embora apenas utilizado na Grã-Bretanha e na Alemanha).
Data histórica: 20/02 de 2002Quarta-feira, dia 20 de fevereiro de 2002 foi uma data histórica. Durante um minuto, houve uma conjunção de números que somente ocorre duas vezes por milênio.Essa conjugação ocorreu exatamente às 20 horas e 02 minutos de 20 de fevereiro do ano 2002, ou seja, 20:02 20/02 2002.É uma simetria que na matemática é chamada de capicua (algarismos que dão o mesmo número quando lidos da esquerda para a direita, ou vice-versa). A raridade deve-se ao fato de que os três conjuntos de quatro algarismos são iguais (2002) e simétricos em si (20:02, 20/02 e 2002).A última ocasião em que isso ocorreu foi às 11h11 de 11 de novembro do ano 1111, formando a data 11h11 11/11/1111. A próxima vez será somente às 21h12 de 21 de dezembro de 2112 (21h12 21/12/2112). Provavelmente não estaremos aqui para presenciar.
Depois, nunca mais haverá outra capicua. Em 30 de março de 3003 não ocorrerá essa coincidência matemática, já que não existe a hora 30.
Quadrados de números inteiros
O quadrado de um numero é um dos inteiros da série 1, 4, 9, 16, 25, etc. Não se torna difícil verificar a relação entre os membros consecutivos desta série. Verificamos que se somarmos o quadrado de x , mais duas vezes x mais 1 , o próximo quadrado sucessivo é obtido.
Por exemplo , 52 + 2.5 + 1 = 25+10+ 1 = 36 = 62
Se soubermos o valor de um determinado número ao quadrado, o próximo numero é facilmente obtido.Exemplo: Sabendo que o quadrado de 18 é 324 , temos:
192 = 182 + 2.18 + 1 = 324+36+ 1 = 361
A razão para tal fato verifica-se pela relação algébrica:
(a + b)2 = a2 + 2ab + b2
19 = (18 + 1) = 182 + 2.18.1 + 12 = 361
Quadrados perfeitos e suas raízesOs pares de quadrados perfeitos:
144 e 441, 169 e 961, 14884 e 48841
e suas respectivas raízes:
12 e 21, 13 e 31, 122 e 221, são formados pelos mesmos algarismos, porém escritos em ordem inversa.
O matemático Thébault investigou os pares que têm esta curiosa propiedade. Encontrou, por exemplo, a seguinte dupla:
11132 = 1.238.769 e 31112 = 9.678.321
O que representa o número Pi?
O número PI representa o valor da razão entre a circunferência de qualquer círculo e seu diâmetro. É a mais antiga constante matemática que se conhece. É um número irracional, com infinitas casas decimais e não periódico.
O que são números amigáveis?
Números amigáveis são pares de números onde um deles é a soma dos divisores do outro.Como exemplo, os divisores de 220 são: 1, 2, 4, 5, 10, 11, 20, 22, 44, 55 e 110 cuja soma é 284. Por outro lado, os divisores de 284 são: 1, 2, 4, 71 e 142 e a soma deles é 220. Fermat descobriu também o par 17.296 e 18.416. Descartes descobriu o par 9.363.584 e 9.437.056.
Você sabe quantas casas decimais do número Pi são conhecidas?
São conhecidas 51539600000 casas decimais de Pi, calculadas por Y. Kamada e D. Takahashi, da Universidade de Tokio em 1997. Em 21/8/1998 foi calculada pelo projeto Pihex a 5000000000000a. casa binária de Pi.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Como vencer o trauma de Matemática


Muitos estudantes, em algum momento de suas vidas, tiveram alguma experiência negativa com a Matemática. Pode ter sido um professor com didática inadequada, uma nota baixa ou até mesmo uma reprovação nesta disciplina. O resultado é um trauma psicológico que chega a incapacitar o aluno, deixando-o com sua auto-estima bem rebaixada e até mesmo sem vontade de aprender as matérias de Exatas. A leitura dessas ótimas publicações representa aquele ideal de aprender enquanto se diverte. São ficções didáticas que verdadeiramente motivam para estudar Matemática. Diferem radicalmente daqueles livros de ficção que não se preocupam em passar conhecimentos para a juventude. Tudo bem que muitos apreciem as obras da série Harry Potter, mas esse tipo de leitura é profícuo? O que os jovens aprendem de bom? Não será um passatempo vazio?!?Se você investir parte de seu tempo na leitura dos livros aqui recomendados, garanto-lhe que enxergará a Srta. Matemática com novos e apaixonados olhos. :) hehehe Surgirá uma incoercível vontade de aprender Exatas para valer. Isso aconteceu comigo e com milhares de outras pessoas que tiveram a honra de ler as criações do genial Malba Tahan.Nossos cérebros necessitam de experiências novas, agradáveis e criativas para gostar de Matemática.Outra maneira de se motivar para aprendê-la é ler sobre a História da Matemática. O melhor link que conheço sobre o assunto é um que fica na Wikipédia, a enciclopédia livre e gratuita da Internet: http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_mathematics .Entender como se processou a evolução da Matemática é um modo bacana de motivar o inconsciente para os estudos, pois você acaba percebendo por que certos tópicos são lecionados, ou seja, nota que há motivos concretos e práticos para aprender Matemática. Nada vem de graça ou porque Deus quis.Há, portanto, uma lógica maior e racionalmente perceptível. Se você perceber essa lógica maior, Matemática deixará de ser árida e "difícil". Tudo tem um motivo para ser do jeito que é na geometria, trigonometria, aritmética, etc.Descobri outros dois link bacanas, em português, embora menos completos:http://www.matematica.br/historia/http://www.hmat.hpg.ig.com.br/A beleza deste Universo pode ser expressa em números, gráficos, funções e equações. Veja Matemática com novos olhos, apaixone-se, pois estudar com paixão é muito mais gostoso e produtivo!A solução para vencer esse trauma tão nefasto é acumular experiências agradáveis com a disciplina. Se você tiver novas e recompensadoras experiências, é plenamente possível vencer o desafio.Como?!? É possível superar o trauma de Matemática e até mesmo passar a gostar da matéria?!Minha resposta é um enfático SIM!
Você odeia Matemática porque seu inconsciente registrou experiências negativas no passado. Portanto, você necessita dar um RESET no cérebro, abrir-se a novas e agradáveis experiências, da mesma maneira que damos reset ou reboot num computador que deu pau. Sempre é possível recomeçar, mas, desta vez, de maneira bem-sucedida.
Leitura recomendada dois livros especiais e altamente motivadores: O Homem que Calculava e Matemática Divertida e Curiosa.Ambos foram escritos por Malba Tahan, pseudônimo de Júlio César de Mello e Souza, um senhor professor de Matemática que, além de conhecê-la a fundo, possuía uma didática excepcional, além de um raro talento para a literatura. Sabia motivar os jovens e lecionar Matemática em clima de Mil e Uma Noites...

Questionário sobre a obra José Mário Pires Azanha - DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO

1) Ao examinar alguns esforços de democratização do ensino em São Paulo, direcionados à ampliação das oportunidades educativas e à prática...