terça-feira, 25 de julho de 2017

Resumo da obra Pedagogia da Autonomia – Paulo Freire - Saberes necessários à prática educativa

Pedagogia da Autonomia – Paulo Freire - Saberes necessários à prática educativa
·         Prática Docente à Formação docente deve ser crítica, não basta o professor ter muito conteúdo.
O formando não pode ser mero objeto do formador. (Ele transfere conteúdo, ou seja, um mero treinamento).
Ensinar não é apenas transferir conteúdos/transmitir conteúdos.
Paulo Freire prioriza muito o ensinar e aprender. (Quem ensina aprende e quem aprende ensina).
O ato de aprender surgiu antes do ensinar. Aprender do momento que o homem aprendeu ele começou a ensinar.
O professor deve ter comprometimento e refletir que quando ele ensina, ele também aprenderá.
O professor deve ser crítico (Curioso) e o aluno também deve ser curioso ( Curiosidade ingênua para Curiosidade epistemológica)
Paulo Freire crítica e educação Bancária. Seu pensando primário tem como base o Markista. (Movimento dialético/educação para transformação)

SABERES – Pedagogia Libertadora
1° ENSINAR EXIGE RIGOROSIDADE METÓDICA  à Não se trata de um método de transmissão de conhecimento. (Comprometimento ao ensinar)
·         Romper com o pensamento bancário e buscar a formação crítica do aluno. (Aluno como um ser pensante).
2° ENSINAR EXIGE PESQUISA à Ensino - Processo de indagação
                                                        à Pesquisa/Constatação – intervenção
3° ENSINAR EXIGE RESPEITO AO SABERES DO EDUCANDO à Valorização e discussão.
A discussão transporta o saber prévio do aluno para o científico. (Articular os saberes curriculares aos saberes dos alunos)

4° ENSINAR EXIGE CRITICIDADE: Curiosidade ingênuo para a epistemológica ( Relação da teoria e prática).
A diferença entre a curiosidade ingênua e a epistemológica é a qualidade

5° ENSINAR EXIGE ESTÉTICA E ÉTICA: Decência e boniteza andam de mãos dadas.
Ética: O professor em sua prática educativa não deve se deixar levar pelos desvios fáceis ou seja uma aula de mera transmissão de conteúdos, sem comprometimento com a formação do aluno.
Estética: Deve levar o aluno ao prazer de estudar determinado assunto.

6° ENSINAR EXIGE A CORPORIFICAÇÃO DAS PALAVRAS PELO EXEMPLO:
“Faça o que eu digo e não faça o que eu faço” –
Aquilo que o professor cobra do aluno ele deve ser exemplo.

7° ENSINAR EXIGE RISCO, ACEITAÇÃO DO NOVO E REJEIÇÃO A QUALQUER FORMA DE DISCRIMINAÇÃO.

8° ENSINAR EXIGE REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A PRÁTICA
O que eu ensino? Por que eu ensino?
A superação da ingenuidade. É necessário romper a ingenuidade, aproximando a teoria e a prática. Eliminar o esponteínismo.

9° Ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural
Assumir a identidade e respeitar o próximo.

Capitulo 2
Ensinar não é transferir conhecimento (Critica a educação bancária e técnica)
- Prática e teoria devem formar uma unidade. Dentro dela eliminar a educação bancária e trazer o dialogo
Saberes
1 – ENSINAR EXIGE ENSINAR CONSCIÊNCIA DO INACABAMENTO
O Ser humano é um ser Histórico, social, cultural e inacabado
O homem nunca está pronto, ele está em constante mudança.
- Papel Fundamental da educação: Dar ao homem a consciência do seu inacabamento. Eu preciso sempre me apropriar da cultura, para compreender sua natureza.

2 – ENSINAR EXIGE O RECONHECIMENTO DE SER CONDICIONADO
Apesar de ser condicionado ao mundo, o homem adapta o ambiente aos seus interesses.


3 – ENSINAR EXIGE RESPEITO A AUTONOMIA DO SER DO EDUCANDO
Paulo Freire condena a prática educativa da passividade e o autoritarismo.
Respeito a autonomia: O aluno como protagonista
Para se aproxima é necessário “agir”
Autonomia – Como liberdade de aprender

4 – ENSINAR EXIGE BOM SENSO
1° Exemplo – Comportamento: O professor não recebe o trabalho do aluno.
2° Exemplo - Muitos professores aceitam que a pobreza é um fato (azar).

5 – ENSINAR EXIGE HUMILDADE, TOLERÂNCIA, LUTA EM DEFESA DOS DIRETOS DOS EDUCADORES
Vitor Paro – Quando os professores fazem greves, os alunos devem apoiar os professores.
Para Paulo Freire é necessário buscar novas formas para se reinventar.

6 – ENSINAR EXIGE APREENSÃO DA REALIDADE
Conseguir analisar a realidade para aprender. Aprender para transformar (construir).

7 – ENSINAR EXIGE ALEGRIA E ESPERANÇA
Acreditar na utopia. Há uma possibilidade de mudança.

8 –ENSINAR EXIGE A CONFICÇÃO DE QUE A MUDANÇA É POSSÍVEL
O professor deve mostrar ao aluno que é possível acontecer a mudança a partir de uma visão problematizadora.

9 – ENSINAR EXIGE CURIOSIDADE
Ingênua para epistemológica.





3ª Parte
ENSINAR É UMA ESPECIFICIDADE HUMANA
Não ensina qualquer coisa. É necessária a autoridade democrática em sala de aula, ou seja, possibilidade de diálogo em sala.
1 – ENSINAR EXIGE SEGURANÇA, COMPENTÊNCIA PROFISSIONAL E GENEROSIDADE
Segurança ao ensinar, conhecer o entorno da escola e combate a arrogância

2 – ENSINAR EXIGE COMPROMETIMENTO
Compreender o aluno, com a aprendizagem, etc...

3 – ENSINAR EXIGE COMPREENDER QUE A EDUCAÇÃO É UMA FORMA DE INTERVENÇÃO NO MUNDO.
É necessário transformar a realidade através da educação.

4 – ENSINAR EXIGE LIBERDADE E AUTORIDADE
Libertada sem limites é negada.

5 – ENSINAR EXIGE TOMADA CONSCIENTE DE DECISÕES
PPP, Regimento escolar ...
A educação tem natureza política, diretiva, não é neutra.

6- ENSINAR EXIGE SABER ESCUTAR
Só há diálogo quando eu estou atento a fala do outro. Diálogo crítico.

7 – ENSINAR SIGNIFICA RECONHECER QUE A EDUCAÇÃO É IDEOLÓGICA
Educação popular fundamentada na sua ideologia. Voltada para os interesses humanos.

8 – ENSINAR EXIGE QUERER BEM OS EDUCANDOS.
Amizade e afetividade.


Elaborado por Márcio Severo 02/07/2017

Resumo da obra Escola e democracia – Demerval Saviani

Escola e democracia – Demerval Saviani
As teorias da educação e o problema da marginalidade
Realidade : Alto nível de analfabetismo, crianças fora da escola
• Como explicar o problema da marginalidade –
1) Educação como instrumento de equalização
2) Educação como um instrumento de discriminação social
Teorias não-críticas
• Pedagogia tradicional - Século XIX – Sistema Nacional de educação, educação de qualidade para todos (filhos da burguesia), sociedade baseada no contrato social (ideal burguês), transformar, figura central é o professor, autoritarismo,
Crítica: Os mais pobres não entravam na escola e não conseguiam se inserir na sociedade.
• Pedagogia nova : Escola voltada para as necessidades dos alunos, Escolanovismo (1930), Professor estimulador, marginalizado( o ignorante e o rejeitado), anormais, reformulação para ajudar o jeito na sociedade vigente.
Crítica: A escola nova busca igualizar o sujeito, porém não é crítica.
• Pedagogia tecnicista: Neutralidade científica, racionalização, organização, eficácia e eficiência, professor e aluno exercem papéis secundários, processo educativo é objetivado e operacional, ausência de formação geral
Crítica: forma o aluno para o mercado de trabalho e esquece do social
Teorias crítico-reprodutivistas
• Marginalização – problema social
• Por que a teoria é crítica? Devido a relação escola-social
Teoria – Violência Simbólica – Obra: A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino
• Sociedade: relação de força material
Poder da violência simbólica: Imposição de significados (moda, mídia, consumo, instituições sociais)
• Classes dominantes: exercem o poder material econômico e cultural
• Ação pedagógica / trabalho pedagógico (Imposição pela cultura dominante)
Teoria da escola como aparelho ideológico do estado
• Aparelhos repressivos do estado: Polícia, administração, exercício, tribunais
• Aparelhos ideológicos do estado: Igreja, político, familiar, escolar, sindical
Escola – Assume o papel de reproduzir os valores de mercado capitalista
Teoria da escola dualistas
• Década de 70- França – Escola unitária, porém está dividida em duas: uma escola para a burguesia e uma escola para os pobres
Escola e democracia – A teoria da curvatura da vara
Tema: Abordagem política do funcionamento da escola do segundo grau
Que funções políticas esse ensino empenha?
As três teses
1) Do caráter revolucionário da pedagogia da essência e do caráter reacionário da pedagogia existente
2) Do caráter cientifico do método tradicional e do caráter pseudocientífico dos métodos novos
3) De como, quando mais se falou em democracia no interior da escola, menos democrática foi a escola; e como, quando menos se falou em democracia, mais a escola esteve articulada com a construção de uma ordem democrática
Homem livre- liberdade do sujeito
Grécia antiga: Essência humana era realizada apenas pelos homens livres.
Idade média: Articulação da essência humana com a criação divina
Era moderna: Burguesia enquanto uma classe revolucionária – Filosofia da essência é suporte para ideia de igualdade, contrato social.
Interesse da Burguesia: transformação da sociedade (liberdade)
• Sociedade contratual, liberdade e igualdade
Mudanças de interesse da burguesia XIX
• Conflito entre interesses das massas e os interesses burgueses
• Burguesia no poder sem interesse em qualquer transformação social
• Burguesia contra o movimento histórico
• Propõe-se a pedagogia da existência (Homens são diferentes)
• Legitimar as desigualdades sociais
A falsa crença na escola nova – 2° Tese
• A escola tradicional é pintada pela escola nova como se fosse não científica, dogmática e medieval.
Para Saviani é mentira, acreditando que a escola tradicional é científica. A escola tradicional usa o método indutivo de Herbart (5 passos).
Prepara, apresentação, assimilação, generalização e aplicações.
Escola Nova: Ensino como processo de pesquisa.
• (5 passos) - atividade, problema, levantamento de dados, formulação de hipótese explicativas dos problemas, experimentação
Saviani faz uma crítica a escola nova alegando que ensino não é pesquisa. A escola não trabalha o conteúdo antes da pesquisa, sendo um processo superficial.
Esse método da escola nova é pseudocientífico
Escola Nova não é democrática – experiências restritas aos grupos privilegiado
1930-1932–Manifesto dos pioneiros da educação iniciasse estudos em 1924 e lançada em 1932
Estudos de J. Nagle
• Entusiasmos pela educação
1920 – Presença dos movimentos populares – Escola e educação como participação social
• Otimismo pedagógico
Novo movimento: Fortalecimento do movimento dos pioneiros – Desenvolve o processo técnico-pedagógico, perdendo a participação social.
Escola Nova: Fortalecimento da educação para elite e rebaixamento da educação popular. Educação simplesmente para o mercado de trabalho(dualismo).
Reforma de 1971 – Lei 5692/71 – Tecnicista
• Flexibilidade – Aligeiramento do ensino para as camadas populares
• Terminalidade –
Curvatura da vara –
Para os escolanovista ela está torta para o lado da pedagogia da existência.
A pedagogia nova é cheia de virtudes e a tradicional é cheio de defeitos.
Para Saviani a escola nova possui uma educação pseudocientífica, não garante escola para todos é eletista.
Saviani diz que a pedagogia tradicional também não é totalmente correta, porém ela dá ênfase no conteúdo.
Escola democrática- Para além da curvatura da vara
• Embate ideológico: Não basta renunciar uma concepção “correta”. É necessário romper com essas certezas.
Pedagogia Nova e Pedagogia da existência são equivalentes
Pedagogia nova: concepção humanista moderna, centrada na atividade
• Filosofia pragmática e a Filosofia existencialista
• Pedagogia escolanovista associada a filosofia pragmática
Para além da pedagogia da essência e da existência
• Ausência da perspectiva historicizadora
• Falta-lhes a consciência dos condicionantes históricos sociais da educação
• São idealistas, ingênuas e não-críticas (não percebem que são condicionadas)
• Escola redentora da humanidade
Hoje buscasse um caráter revolucionário da pedagogia (acesso das camadas populares)
• Igualdade formal: Ideário burguês (todos são iguais perante a lei)
• Igualdade real: Acesso ao saber
Pedagogia revolucionária: Pedagogia Crítica – Sabe quer condicionada
• Educação é um elemento determinado
• Relação dialética com a sociedade
• A educação não deixa de ser um instrumento importante para a transformação social
• Situasse além da pedagogia da essência e existência
Para além dos métodos novos e tradicionais
• Método da escola tradicional – caráter científico
• Método da escola novas – caráter pseudo-científico
• Paulo Freire – “ Pedagogia nova, porém popular”
Paulo Freire faz uma crítica da educação bancária.
Pedagogia revolucionária – articulação com os interesses populares, preocupa-se com métodos eficazes, dialogismo, contato do aluno com os saberes universais, respeitar interesses e rituais dos alunos, ordenação e graduação.
Passos do método revolucionário – Histórico-crítica
1° Passo Prática social
• Relação professor e aluno há níveis diferentes de compreensão da realidade
• Compreensão do professor é precária
• Compreensão do aluno é sincrética
2° Passo Problematização
• Detecção de questões que precisam ser resolvidas no âmbito da prática social
• Conhecimentos que o aluno precisa dominar
3° Passo Instrumentalização
• Apropriação de instrumentos teórico-práticos para a solução de problemas
• Ferramentas culturais – luta social e emancipação
4° Passo Catarse - expulsão do que é estranho
• Apresentação expressão elaborada da nova forma de entendimento da prática
• Gramsci - Elaboração superior da estrutura em superestrutura na consciência dos homens
• Elementos culturais – elementos ativos da transformação social
5° Passo Prática social
• Não mais compreendida pelos alunos em termos sincréticos
• Os alunos acendem em nível sintético
• Desigualdade no ponto de partida e igualdade no ponto de chegada
Para além da relação autoritária ou democrática na sala de aula
• Educação histórica-crítica
• Ponto de partida a prática docente não é democrática (O professor e aluno não estão no mesmo patamar)
• Processo educativo – Passagem da desigualdade à igualdade (Democracia-realidade no ponto de chegada)
• Professor – planejamento – ação

Elaborado por Márcio Severo 17/07/2017 

Resumo da obra Avalição da aprendizagem: Cipriano Luckesi

Avalição da aprendizagem: Cipriano Luckesi - Concurso Diretor-SP
PEDAGOGIA DO EXAME ( Herança tradicional Jesuítica e Comeniana )
A escola – Valoriza as provas e exames
Pais – Valorizam exclusivamente a nota devido a promoção dos filhos
Avaliação na pedagogia do exame é instrumento de disciplina e de controle social.
PEDAGOGICAMENTE: Centraliza a atenção nos exames em detrimento a aprendizagem
PSICOLOGICAMENTE: Contribui para desenvolver personalidades submissas
SOCIALMENTE: a avaliação contribui para o processo de seletividade social
Avalição/Exame tem uma característica autoritária (Funciona em prol de uma pedagogia dominante)
Século XVIII – interesses liberais que defende a diferença de classes sociais
A avaliação é um meio para se alcançar algo e não um fim em si mesma
TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
Liberais: Pedagogia tradicional ( exame), Pedagogia Renovada ( sentimento) e pedagogia tecnicista ( formar o trabalhador)
• Adequação aos interesses das classes dominantes. (Liberalismo conservador)
• Perspectiva classificatória da avaliação
• Instrumento estático e freiador
Críticas: Pedagogia Libertária ( anarquista), Pedagogia Libertadora ( Oprimido/emancipação) e Pedagogia Crítico Social dos Conteúdos ( Paulo Freire)
• Crítica a realidade social ( Transformar a realidade)
• Perspectiva diagnóstica da Avalição
• Momento dialético (Crescimento da autonomia)
• Nota ruim  Intervenção do professor  rendimento favorável
• Conselho que analisa o aluno em forma global tirando a posição autoritária do professor
• Avaliação no contexto de uma pedagogia para humanização
• A avaliação deve ser utilizada como instrumento dialético e diagnóstico
A avaliação requer-se uma avaliação planejada pois o professor deve construir um ambiente favorável ( o que eu quero que meu aluno aprenda)
• Articulação entre o que se ensina e aquilo que se avalia
• Definição/Previsão de metas para a aprendizagem do aluno
Análise do Erro
• Como fonte de castigo Nota baixa (aluno que não sabe) – Classificatória
O aluno é julgado e punindo, ficando traumatizado.
Padronização do que é correto
• Como fonte de virtude  identificar os alunos que precisam de ajuda, identificar que o planejamento não foi eficaz e reorganizar o planejamento, adequando-o a realidade do aluno
Ideias que estão presente na obra
Por uma prática docente crítica e construtiva
A prática docente deve seguir um princípio político social.
O foco está na aprendizagem do aluno (Desenvolvimento e aprendizagem)
O princípio político social o fracasso do aluno é responsabilidade do professor/gestor e sistema de ensino.)
Para Luckesi essa preocupação não existe, pois há um alto nível de reprovação e evasão.
Esse princípio envolve uma grande preocupação com o aluno
Democratização de ensino: envolve 3 elementos
• Universalização: Escola para todos – Matricula obrigatória
• Permanência: O aluno deve ir à escola
• Educação de Qualidade: focada no desenvolvimento integral do aluno
Para isso envolve professor e currículo: Quem ensina e por que ensina?
Professor e currículo (conteúdos) são mediadores.
“O professor passa o conteúdo utilizando a apostila/livro/recursos. ” (Professor e conteúdo são mediadores)
A prática docente deve ser crítica e social no processo ensino aprendizagem.
A visão do mundo também é assimilada pelos educandos se refere a forma como Piaget nos orientou sobre o processo de aprendizagem dos alunos * Assimilação, Acomodação e adaptação)
Livros didáticos e lições contêm valores que são assimilados junto com o conteúdo
• A aprendizagem de qualidade depende da intencionalidade.
Estou decidido a fazer o aluno aprender  A intencionalidade deve estar também no aluno.
FORMAS DE APRENDIZAGEM
• Espontânea e Informal: Fragmentado, senso comum e acrítico
• Sistemática, intencional e formal: conhecimento elaborado, fundamentado e crítico
Não se deve distância o aluno do senso comum.
Deve-se respeitar o ritmo de cada aluno
Ensinar significa criar condições para uma aprendizagem sistemática
Não basta conhecer os conteúdos, o aluno deve aprender a pensar com esses conteúdos.
RECURSOS METODOLÓGICOS PARA APRENDIZAGEM
• Expositivo: busca a assimilação do objeto pelo educando.
• Reprodutivo: reprodução do conhecimento várias vezes para que se torne uma habilidade. (Treino/ repetição). O conhecimento adquirido precisa ser transferido para soluções novas.
• Solução de problemas determinados: resolução de problemas diversos oferecidos pelo professor
• Solução de problemas novos: Autonomia do aluno, aplicação de habilidades de forma inventiva e inovadora
TAREFAS DA PRÁTICA DOCENTE
• Planejar: ato decisório (político, científico e técnico), define os resultados
 PPP(projeto Político Pedagógico) – “Metas e objetivo pedagógico ”
 Projeto Curricular Institucional – “Como atingir as metas”
 Planejamento da aula – “Estratégias, sequência didática, projetos...”
• Executar: Colocar em prática, levar o aluno a aprender/assimilar o conteúdo. Busca os resultados
• Avaliar: Verifica se os objetivos foram alcançados
Avalição é um instrumento auxiliar da prática docente
Avaliar não é examinar. Ela deve ser diagnóstica, analisando o desenvolvimento do aluno.
Avaliação tem objetivo de inclusão e não exclusão.
Avalição como ato amoroso: Acolhedora, inclusiva e integradora.
• Diagnosticar para incluir
Funções da avaliação: Diagnosticar, autorreflexão, auto avaliação (Para o educador e educando), motivar, aprofundamento da aprendizagem e auxiliar a aprendizagem.
Fracasso escolar (Crítica se inicia no resultado do ENEM em 2007)
Luckesi faz uma crítica pela falta desses 3 fatores:
• Recursos financeiros: (A educação recebe poucos recursos financeiros)
• Condições para aprendizagem: recursos, materiais, apoio, condução para alunos...
• Investimento na gestão administrativa e pedagógica.
Não dá para acreditar que apenas os recursos financeiros resolvam o problema da educação.
Papel do professor  ele não é o grande culpado no fracasso do aluno, mas ele pode ter um papel fundamental no desempenho positivo do aluno.
O trabalho pedagógico em sala de aula pode suprir toda a carência de recursos.
Gestão democrática  Todos assumem a responsabilidade de forma ética dentro da escola e fora dela.
Pais: Devem participar mais da escola e orientar devidamente os filhos.

Elaborado por Márcio Severo - 30/05/2017

Questões de concurso relacionadas a obra MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: E.P.U., 1992.

1) O trecho abaixo indica amplos desafios para a prática docente. Um curso de professores deveria possibilitar confronto entre abordagens, quaisquer que fossem elas, entre seus pressupostos e implicações, limites, pontos de contraste e convergência. Ao mesmo tempo, deveria possibilitar ao futuro professor a análise do próprio fazer pedagógico, de suas implicações, pressupostos e determinantes, no sentido de que ele se conscientizasse de sua ação, para que pudesse, além de interpretá-la e contextualizá-la, superá-la constantemente. MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: EPU, 1986. p. 109. Sobre as diferentes abordagens pedagógicas, aquela que considera a relação professor-aluno como não imposta, que permite que o educador se torne educando e a aprendizagem seja favorecida pela mediação é a
(A) tradicional
(B) humanista
(C) comportamentalista
(D) ambientalista
(E) sócio-histórico-cultural


2) (BHTRANS) São características da abordagem sociocultural segundo Mizukami (1986), EXCETO:
a) A educação é fator de suma importância na passagem das formas mais primitivas de consciência para a consciência crítica.
b) Sendo o homem sujeito de sua própria educação, toda ação educativa deverá promover o próprio indivíduo e não ser instrumento de ajuste deste à sociedade.
c) A elaboração e o desenvolvimento do conhecimento estão ligados ao processo de conscientização resultado das ações do meio sobre o sujeito.
d) A avaliação do processo consiste na auto-avaliação e/ou avaliação mútua e permanente da prática educativa por professor e alunos.

3) (BHTRANS) Em relação às abordagens apresentadas por Mizukami (1986), é INCORRETO afirmar que,
a)tanto na abordagem tradicional, quanto na abordagem comportamentalista, a relação professor-aluno é vertical, cabendo ao professor o papel decisório.
b)tanto na abordagem cognitivista, quanto na abordagem humanista, o professor tem um papel não diretivo, aquele que apenas cria condições para que os alunos aprendam.
c)tanto na abordagem cognitivista, quanto na abordagem sociocultural, a ênfase está na relação do sujeito com o meio em que está inserido.
d)nas abordagens cognitivista, humanista e sociocultural, o aluno tem um papel mais ativo como sujeito da aprendizagem.

4) Mizukami (1997) apresenta cinco concepções a respeito do ensinar e aprender. Marque a alternativa que apresenta característica da concepção sócio-cultural:


·         A.educador e educando são sujeitos de um processo em que crescem juntos, como meio de superação das contradições sociais.
·         B.o ensino dos fatos é substituído pelo ensino de relação, pela proposição de problemas.
·         C.o ensino é centrado na pessoa; a atitude básica do professor é a de confiança e respeito ao aluno.
·         D.os alunos recebem uma variedade e quantidade de noções, conceitos e informações.
·         E.os elementos a serem considerados no processo de ensino são: aluno, objetivo e um plano para alcançar o objetivo proposto.


5) Em cada uma das abordagens apresentadas por Mizukami (1986),a avaliação da aprendizagem apresenta diferentes características.

a) que a abordagem humanista nega qualquer padronização de estratégias e procedimentos avaliativos, provas, exames e notas, defendendo a autoavaliação
b) que, na abordagem tradicional, a avaliação visa à exatidão da reprodução do conteúdo comunicado em sala de aula por meio de provas, exames, chamadas orais.
c) que, na abordagem cognitivista, se busca verificar se o aluno já adquiriu noções, realizou operações, relações etc. por meio de produções livres e expressões próprias.
d) que, na abordagem comportamentalista, a avaliação ocorre apenas ao final do processo, com o intuito de saber se os comportamentos desejados foram atingidos.


6) (UFG) O discurso sobre a importância de repensar a formação inicial e continuada de professores, com base nas práticas pedagógicas desenvolvidas nas escolas é recorrente nos dias atuais. Segundo Mizukami e Herneck (2002, p.319), os professores “são pessoas que aprendem e a formação profissional deveria explorar os modos como aprendem novas formas de pensar o ensino...”
Nessa perspectiva, são elementos importantes da formação continuada:
(A) a aprendizagem por observação e repetição, as orientações dos organismos internacionais e os índices de avaliação em larga escala.
(B) a polivalência, a multifuncionalidade, a flexibilidade, o empreendedorismo e o ajuste às demandas do mundo do trabalho.
(C) a prescrição de funções e tarefas, a divisão técnica do trabalho e a comunicação linear baseada em normas e regras.
(D) a experiência pessoal e profissional, a cultura escolar, a teoria, as comunidades de aprendizagem e os processos colaborativos.



7) (BHTRANS) Em sua obra, Mizukami (1986) nos apresenta [...] “diferentes linhas pedagógicas ou tendências no ensino brasileiro, aqui denominadas abordagens, que poderiam estar fornecendo diretrizes à ação docente, mesmo considerando-se que a elaboração que cada professor faz delas é individual e intransferível” (MIZUKAMI, 1986, p. 4).
Numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I associando as abordagens às concepções de ensino e aprendizagem correspondentes.
Coluna I
Abordagem
1 Abordagem tradicional
2 Abordagem Comportamentalista
3 Abordagem Humanista
4 Abordagem Cognitivista
5 Abordagem Sociocultural

Coluna II
Concepções do ensino aprendizagem
( )Aprender implica assimilar o objeto a esquemas mentais.
( )Educador e educando são sujeitos de um processo dialógico
( ) O ensino corresponde ao arranjo de contingências e reforços.
( ) Os alunos são ensinados pelo professor.
( ) Ensinar é guiar a pessoa à sua própria experiência.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
A) 1 3 2 4 5.
B) 2 3 4 1 5.
C) 4 5 2 1 3.
D) 3 5 2 4 1.


Gabarito:
1 E - 2 C - 3 B - 4 A - 5 D - 6 D - 7 C





Resumo da obra MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: E.P.U., 1992.

 Ensino: abordagens do processo (Mizukami)

Palavras-chave: Avaliação; Tendências pedagógicas; Ensino; Aprendizagem.
Trazem diferentes concepções do mundo, de homem, educação, cultura, sociedade.
A prática educativa é sempre orientada por um referencial teórico.
A Mizukami não trata o ESCOLANOVISMO como abordagem, para ela é apenas um acervo de aspecto didático.
ABORDAGEM TRADICIONAL: Homem sujeito acabado, nasce pronto, o aluno é um adulto em miniatura, o aluno é um mero receptor passivo de informações. A escola trabalha com transmissão e assimilação de conteúdo.
Objetivos educacionais: adaptação à sociedade, intelectualismo, enciclopedismo, valorização do diploma, trabalho individualista.
Conhecimento: Acúmulo de conhecimento, memorização. Paulo Freire chama de educação Bancária.
O ensino está preocupado com o resultado do aluno e não com o processo de construção do conhecimento.
Ênfase nos conteúdos conceituais – Memorização
Avaliação: Valoriza a nota, a classificação do aluno, repúdio ao erro, reprodução fiel do conteúdo ensinado.
Processo educacional: Instrução, transmitir conteúdos logicamente selecionados.
Relação professor-aluno: Relação verticalizada, poder decisório e regulatório do professor, aulas expositivas.
Principais representantes: Dürkheim, Chartier, snyders.

ABORDAGEM COMPORTAMENTALISTA – Behavorista: Nova descoberta do indivíduo, resultado direto da experiência com a realidade externa. “Empirismo”
Homem é visto como um produto de um processo evolutivo. O homem é produto do meio.
O comportamento humano pode ser manipulado por fatores externos. “Mundo já construído”
Aprendizagem: Cópia da realidade
·         Base – Skinner -> São as experiências que determinam o comportamento do ser humano.
·         É possível modificar o comportamento humano a partir da modificação das condições sociais ambientais.
Cultura: usos e costumes dominantes. Comportamentos que se mantem através dos tempos.
Educação é transmitir a cultura já existente.
Conhecimento é adquirido com a experiência.
Professor: Planeja a prática educativa para maximizar o desempenho do aluno.
Supervalorização do acerto
Principais representantes: Skinner, Popham, Gerlach e Briggs, Glaser, Papay, Madsen

ABORDAGEM HUMANISTA: Sujeito é o principal elaborador do conhecimento humano.
O professor não é transmissor de conteúdo. O professor é um facilitador da aprendizagem.
Conteúdo: Vem das próprias experiências dos alunos
Influência do Carl Rogers: Escola renovada não-diretiva. Valoriza a preocupação psicológica e emocional do indivíduo.
O professor não transmite conteúdos, não ensina nos moldes tradicionais, apenas cria condições para que os alunos aprendam, especialmente através das próprias experiências dos alunos, sendo um facilitador da aprendizagem.
O homem não é um ser pronto.
Objetivo: Uso pleno de suas potencialidades e capacidades.
Educação voltada para autodescoberta
Método: Desenvolvimento do sujeito – Princípio da não interferência
Professor: Qualidades – Congruência, empatia, Respeito
Características: Clima favorável e liberdade para aprender.
Avaliação: auto-avaliação dos alunos.
Principais representantes: Carl Rogers, Alexander Neil, Erich Fromm.

ABORDAGEM COGNITIVISTA:
Conhecimento: é o produto da interação entre sujeito e objeto.
Piaget: Investiga o sujeito e a sua relação com símbolos, signos, regras, objetos, etc.
Evolução: Relação entre desenvolvimento e aprendizagem, formação de novas estruturas.
Estágios de desenvolvimento: sensório-motor, pré-operatória, operatório-concreto e formal.
Papel do professor: desequilibrar o aluno respeitando o seu nível de desenvolvimento. Oferecer desafios para fazer o aluno pensar, construção de esquemas mentais.

Aluno:
·         Observa: atua concretamente com o objeto,
·         Uso da linguagem: Pensar abstratamente
O cognitivismo estuda cientificamente a aprendizagem
Desenvolvimento: Máximo de operacionalidade de suas atividades. (Motora, mental e física)
Principais representantes: Jean Piaget, Jerome Bruner, Henry Wallon

ABORDAGEM SÓCIO-CULTURAL: Ênfase nos aspectos políticos, sociais e culturas
Educação também é um ato político
Base: Paulo Freire e Vigotksy, Marx
·         Materialismo histórico-dialético
·         Abordagem histórico-cultural
·         O homem é sujeito histórico e inacabado – Inserido em um contato histórico e cultural
A educação deve ser precedida da reflexão. (Capitalismo – desigualdades)
Prática pedagógica: processo de conscientização
Relação professor X Aluno: Horizontal (diálogo). Professor e aluno aprendem
Emancipação do aluno: criticidade e transformação da realidade
Abordagens e o professor: Cognitivista (Construtivismo) e sociocultural
Principais representantes: Vigotsky, Paulo Freire, Álvaro Vieira Pinto, Marx 
Resumo elabora por Márcio Severo cajati - 25/07/2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Questionários sobre a obra de MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 21. ed. rev.e atual. Campinas: Papirus, 2013. Exercícios de concurso relacionado com a obra

1) Segundo Behrens (In.: MORAN, J. M. Novas Tecnologias e mediação pedagógica, 2000), os professores e alunos podem beneficiar-se da tecnologia da informação para favorecer os processos tanto de ensino quanto de aprendizagem, pois estão disponíveis no mercado diversos tipos de programas aplicados à educação, dentre eles, os programas tutoriais, que são
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·         a) voltados para funções específicas, como planilhas eletrônicas, processadores de textos e gerenciadores de bancos de dados.
·         b) idealizados para escrever, ajustar, transferir, copiar, recortar, modificar, compor, decompor, gravar e imprimir todos os tipos de textos.
·         c) compostos por blocos de informações, pedagogicamente organizados, como se fossem um livro animado, um vídeo ou um professor eletrônico.
     d) elaborados para possibilitar ao usuário a interação com situações complexas e de risco, pois possibilitam a apresentação de fenômenos e experiências

2) O professor que possui uma visão pedagógica inovadora pressupõe a participação dos alunos no processo educativo e pode utilizar as ferramentas da WEB para promover a interação presencial-virtual na produção do conhecimento. Dentre as redes sociais na WEB, que hoje são parte da vida da maioria dos alunos, destacam-se Orkut, MySpace, Facebook, que se configuram como
(A) caminhos para suprimir a falha da educação em promover interações, cooperação e colaboração com os pares, independente da cultura escolar.
(B) estratégias para resolver o problema do tempo reduzido dos encontros escolares presenciais, possibilitando que todos os alunos de uma turma expressem suas opiniões e verbalizem suas dúvidas, as quais serão discutidas e respondidas por todos os professores.
(C) mecanismos para reverter o fracasso do atual modelo de escola denunciado pelas avaliações oficiais, modificando as concepções pedagógicas dos professores que aderirem ao uso das ferramentas virtuais.
(D) espaços para a comunicação, para o relacionamento, para o diálogo, para a troca de informações, socialização de ideias, produções individuais e coletivas

3) Segundo José Morán, a educação por meio da internet caracteriza-se por ser aberta, por definir um novo paradigma que busca educar para saber compreender, sentir, comunicar-se e agir melhor, integrando a comunicação pessoal, a comunitária e a tecnológica. Implica, ainda, em:
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·         a) pouco controle por parte do professor, indisciplina, desrespeito e acesso a sites inadequados e utilização de celulares.
·         b) falta de concentração, escrita resumida e com erros de ortografia, imagens excessivas e informação em tempo real.
·         c) aprendizagem cooperativa, pesquisa em grupo, troca de mensagens e visitas a sites com propostas educativas.
·         d) possibilidade de aprendizagem de outras línguas, pesquisas imediatas, referências superficiais e, às vezes, equivocadas.
·         e) comunicação com pessoas de outros países, colaboração em trabalhos acadêmicos, cursos à distância e utilização de fones.

4) Segundo Moran, há uma expectativa de que as novas tecnologias trarão as soluções rápidas que buscamos para mudar a educação. Porém, existem pontos críticos que devem ser considerados com o mesmo cuidado e preocupação que o da democratização das tecnologias na escola. Assinale a alternativa que NÃO representa um desses pontos críticos:
a) A construção do conhecimento na sociedade da informação.
b) A compreensão da mediação pedagógica como categoria presente tanto no uso das próprias técnicas como no processo de avaliação e, principalmente, no desempenho do papel do professor.
c) A formação permanente do profissional professor.
d) A utilização das novas tecnologias visando à aprendizagem de nossos alunos e não apenas servindo para transmitir informações.
 e) As novas concepções do processo de aprendizagem individualizado.


5) Moran, no livro: As Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica nos fala do papel do professor e de alguns princípios metodológicos norteadores. Diga qual das alternativas abaixo está INCORRETA:
a) As ações do professor devem ser previsíveis para não gerar ansiedade nos alunos.
b) O professor é um pesquisador em serviço. Aprende com a prática e a pesquisa e ensina a partir do que aprende.
c) O professor deve integrar tecnologias, metodologias e atividades.
d) O professor deve experimentar as mesmas atividades em diversas mídias.
e) O professor deve diversificar, mudar, adaptar-se continuamente a cada grupo, a cada aluno quando necessário.

6) Segundo José Manuel Moran, “Muitas formas de ensinar hoje não se justificam mais. Perdemos tempo demais, aprendemos muito pouco, desmotivamo-nos continuamente. Tanto professores como alunos temos a clara sensação de que muitas aulas convencionais estão ultrapassadas." Para tornar o processo ensino-aprendizagem mais dinâmico e inovador, o autor destaca como deve ser a escola e seus personagens. Assim, na concepção de Moran, o ensino de qualidade envolve muitas variáveis, exceto:
A)
Uma organização inovadora, aberta, dinâmica, com um projeto pedagógico coerente, aberto, participativo; com infraestrutura adequada, atualizada, confortável; tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas.
B)
Uma organização que congregue docentes bem preparados intelectual, emocional, comunicacional e eticamente; motivados e com boas condições profissionais, e onde se desencoraje uma relação efetiva com os alunos. O professor não deve conhecer seus alunos, mas apenas acompanhá-los em seu caminho de aprendizagem, guiando todos, igualmente, rumo ao mesmo conhecimento.
C)
Uma organização que tenha alunos motivados, preparados intelectual e emocionalmente, com capacidade de gerenciamento pessoal e grupal.
D)
Uma organização que equilibre o planejamento institucional e o pessoal nas organizações educacionais, integre um planejamento flexível com criatividade sinérgica, permita um equilíbrio entre a flexibilidade e o planejamento.
E)
Uma organização que valorize a flexibilidade espaçotemporal, pessoal e de grupo, que ofereça menos conteúdos fixos e processos mais abertos de pesquisa e de comunicação.

7) Vivemos em um mundo alucinado de grandes velocidades e acelerações, com muitas turbulências, trazendo para a cena uma perspectiva não linear de pensamento. Um dos elementos marcantes dessa velocidade são as tecnologias de informação e de comunicação (TIC), que passam a fazer parte dos processos educativos. Compreendidas como elementos de cultura e não apenas como aparato tecnológico, as TIC possibilitam
(A) os mecanismos de transmissão de informações com vistas à retenção e reprodução por parte do estudante usuário.
(B) a simplificação da informação associada aos mecanismos lineares de memorização, configurando a senha que garante uma melhor aprendizagem.
(C) os treinamentos para o mercado, desenvolvendo habilidades inerentes ao uso de programas e planilhas específicas.
(D) a intensa criação e colaboração, por meio da constituição de comunidades virtuais de aprendizagem, articulando toda a rede com escolas, professores e alunos.

1 C -  2 D  - 3 C - 4 E - 5 A - 6 B - 7 D 

Resumo da obra Novas tecnologias e mediação pedagógica Referência: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 21. ed. rev. e atual. Campinas: Papirus, 2013

Novas tecnologias e mediação pedagógica
Referência: 
MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 21. ed. rev. e atual. Campinas: Papirus, 2013

Realidade: Nova sociedade – Novas tecnologias – Novo aluno
·         Celulares, notebooks, celulares, software (TIC’s)
·         Novo contexto social
A aprendizagem de fato somente é possível se a relação tecnologia e pedagogia estejam bem alinhadas.
ENSINAR é DIFERENTE DE EDUCAÇÃO
Ensino de qualidade é diferente de educação de qualidade
Educar – transformar a vida em processos permanente de aprendizagem
Integração de ensino e a vida. Ensinar a ética – Ação e Reflexão – Aprender a aprender
Mudanças devem partir do professor – Curiosidade, desafia e estimula os alunos, relação dialógica, flexibilidade, humildade
Mudança da postura do aluno: Querer aprender e participar
Sociedade da informação:
·         Conhecer: significa compreender todas as dimensões da realidade, captar e saber expressar essa totalidade de forma cada vez mais ampla e integral.
·         Necessidade: desenvolvimento de habilidades de raciocínio.
Como a informação é apresentada em 3 formas
1)      Processamento lógico-sequencial: expressa-se na linguagem escrita e falada. Sentido se constrói aos poucos e cada sequência
2)      Processamento hipertextual: Comunicação “linkada” que relata situações que se intercalam. (Click aqui)
3)      Processamento multimídico: É a junção de pedaços de textos de várias linguagens superpostas. (texto, imagem, vídeo)
Objetivo: Aprendizagem significativa – integra o racional, emocional, sensorial, pessoal e social
·         Compreendo o conteúdo a partir das minhas bases intelectuais.
Aprendizagem ocorre pelo interesse e pela necessidade
Conhecimento é adquirido a partir da interação e interiorização.
·         Interação – contato direto com a informação
·         Interiorização – Síntese pessoal – processo de reflexão – reelaboração do objeto que captamos pela interação

Generalização: Passagem da experiência particular para a geral. (Ausência de reflexão)
·         Problema de padronização e mecanização do pensamento, fácil manipulação.
Modificação da forma de ensinar – Projeto inovador de educação
·         Maior organização do processo de ensino – Planejar
·         Menos conteúdos fixos – Conteúdos Gerais
·         Flexibilidade
·         Pesquisa
Professor é o mediador, orientador, intelectual, emocional, gerencial, comunicacional, ético.
Intelectual – Pesquisador – Oferece a mediação entre o conteúdo e o aluno
Integração das tecnologias deve ser realizada de forma planejada e inovadora.
·         Metodologia e criatividade – Qual recurso usar em determinado contexto?
·         A integração trata-se de uma necessidade da escola para atender melhor o seu aluno desde criança
TIC’s – Opera imediatamente com o sensível, opera com concreto, utilização de imagens dinâmicas.
Tendência: Busca constante pelo acúmulo de informação e pelo que é essencial apenas.
TV/Vídeo na educação :
Sugestão: Vídeos mais simples para os mais elaborados, vídeos como sensibilização, vídeos como simulação, vídeo como conteúdo de ensino, vídeo trabalho como expressão.
Dinâmicas com vídeo:
·         Vídeo/espelho, análise globalizante, vídeo dramatização, registros, entrevistas
Computador e Internet – Ampliação da capacidade de pesquisa
Exemplos de atividades criativas: Página pessoal, blog, email, youtube, facebook, fórum, chats,
·         Infraestrutura
·         Competência
Não confundir informação com conhecimento. A pesquisa não pode se dispersar.
A tecnologia auxilia na comunicação

MEDIAÇÃO PEDAGOGIA E O USO DAS TECNOLOGIAS
·         Formação do professor
·         Exposição de conteúdos
·         As tecnologias são utilizadas, mas pouco valorizada
Mediação: Facilitação – Professor – Tecnologia – Prática
A tecnologia não deve ser trabalhada de forma isolada
O uso das tecnologias precisa ser eficiente e se adequar os objetivos da atividade de Ensino Aprendizagem.
Tecnologia – Avaliação – Mediação
Avaliação deve ser utilizada como elemento motivador da aprendizagem
Avaliar não se resume em aplicar provas e trabalhos
Avaliação não se deve limitar a indicação de erros e de acertos (avaliação classificatória)
Avaliação deve oportunizar a continuidade e a revisão
Avaliação vai oportunizar o feedback

O professor mediador
·         Favorecer o diálogo
·         Corresponsabilidade do aluno
·         Cooperativismo
·         Diversidade
·         Oportunidade para o debate
·         Contato consciente entre aluno e tecnologia
·         Oferece apoio

"O educador autêntico é humilde e confiante. Mostra o que sabe e, ao mesmo tempo está atento ao que não sabe, ao novo. Mostra para o aluno a complexidade do aprender, a sua ignorância, suas dificuldades. Ensina, aprendendo a relativizar, a valorizar a diferença, a aceitar o provisório. Aprender é passar da incerteza a uma certeza provisória que dá lugar a novas descobertas e a novas sínteses..."
                                                                                                          José Manuel Moran


Resumo elaborado por Márcio Severo, Cajati – sp 24/07/2017

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